domingo, 8 de junho de 2014

a tua alma

Que se passa contigo? 
O que é que te vai na alma?
Que pensas dentro da tua solidão?
Que te leva ao silêncio e olhares 
o mundo em péssima obsessão?
Vês-me como o inimigo 
que tens sempre aqui à mão.
Atiras-me uma ou outra palavra 
ofensiva e sem razão.
Perdoo-te e tento ignorar a intenção
Mas fica-me a tristeza em mágoa. 
Partes-me o coração.
Vejo-te desamparada, 
vazia e em queda acentuada.
Sonho a alegria de tempos
findos e tudo se derrete
Tudo foge entre os dedos da mão. 
És areia apertada sem coesão.
Quanto mais cresce a tua aflição
mais se desmorona a duna soprada pelo vento.
Espalhando a árida tempestade. 
Secando à sua volta a vegetal saudade.
E não soltas um queixume 
ou um simples lamento. 
Fica tudo para dentro.
Mas desta vez, rara vez,
pediste-me perdão…
e eu quero acreditar que não é em vão.

LM_15.jun.2013




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