terça-feira, 10 de junho de 2014

amigo sem abrigo

foto: luís m castanheira

Amigo, sem amigo, sem-abrigo
Que carregas tanto peso contigo
Tens o descanso não permitido, indesejado
Dentro das arcadas dos prédios ora gradeadas.

O teu sono é pernicioso, é escorraçado
Tens de seguir para outras paradas
Tens de iniciar novas viagens
Ao interior dum corpo já muito cansado
E alma vazia, abandonada
Esfacelada.

Partes…, mas eu fico
A ver o inverno da minha mágoa.


LM_14.abr.2013


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