terça-feira, 10 de junho de 2014

Angústia

 luís m castanheira


Tristeza tamanha
Que me gela o coração
Sinto a chuva a cair na sepultura
Onde repousam os meus sonhos,
Mortos e enterrados,
Como uma ave caída,
Desamparada,
Após fulminada
Por tiro assassino
De quem fere sem alma.

Sinto os meus sonhos desfeitos,
Arrancados por mão tenebrosa,
Esventrado que fico,
Ao sabor deste vento norte.

E eu que era riso,
Tão cheio de Amor,
Tão forte,
Tão leve e radioso.
Hoje,
Essa minha alegria de outrora
Esfumou-se
Perdida
Na longitude da dor.

Hoje,
Parece que não existo.
Só sombras povoam os meus pensamentos.
Hoje,
É assim que estou... e que fico.

E amanhã ?
Como será o meu amanhã... ?


LM_08.abr.2014


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