segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ao meu Amor


Deixa-me olhar
Pausadamente.
Resvalar o meu pensar
Pelo teu rosto belo
Perdidamente.

Deixa-me parar o Tempo
Fixamente
E recordar esse momento
Eternamente.

E aí estás tu
Sempre presente.



......


Olhos nos olhos

Num rompante encadeado
Vejo a tua alma
Aberta, sentida, mas não perdida.
E fitas-me
Com um olhar de momento
Que mal tinha começado
E logo ali, acabado.

Impulso rasgado no tempo
De breves segundos pairado
Como borboleta translúcida
Vaga perdida no areal
Dum sol raiado por entre nuvens
Numa tarde tardada
Na chuva caída e adormecida.

Ficaste ali no instante
Em que te vi
E logo perdi.

Passa o tempo
Passa a vida
Passa gente
Passa tudo
E só tu não passas,
Por mim.

Passa a chuva
Passa o rio
Passa o mundo
Passa o frio
E só tu não passas,
Por mim.

E eu estendo-me
Ao teu encontro, todo.
Procuro-te
Como cego perdido
Mas não te sinto.

Será que estás
Por fora de mim ?

- Olha a minha mão
Na ponta do coração !


Lx. noite de 25.Nov.2005 (Hospital de S.José)




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