domingo, 8 de junho de 2014

...e então?

scaner: luís castanheira
(redescobri uma velha tecnologia
 e a beleza da minha caligrafia...)


quem me lê ?
que me vê ?
ninguém …

ninguém diz porquê
talvez por nada haver
para dizer
talvez ter no meu ser
um vazio de enternecer
ou, quem sabe
nesta nave
as palavras serem ocas
não chegarem a orelhas moucas

têem razão…

(pois então)

eu também acho
(que diacho)
que elas, palavras
devem sair do coração
plantada no estio do verão
esta minha seara
sêca pela seca
(com a breca)

e no chão essa palha
da palavra como falha
no sentido e conteúdo
que se espalha a miúdo.


LM_06.mai.2014



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