segunda-feira, 2 de junho de 2014

sonho esquecido

Rostos fechados tristes desalentados
Vontades esquecidas na penumbra da vida
Sem esperança no olhar num país por amar
É gente perdida, magoada e desiludida
Deambulando pelas ruas cafés e jardins
Olhando um passado dum futuro sonhado
E um destino ocultado na incerteza parado.

É a miséria agravante no dia que chega
Mudanças constantes num amanhã diferente
Pior que a fome, única e premente
É a falta de esperança numa vida decente.

Falam da crise, sentem o medo
Contam histórias dum tempo de enredo
Onde se perdem nas causas de gema
Nem o futebol já serve de tema.

Pára a vontade de sentirem-se vivos
Mentes submersas em problemas tidos
Dívidas não pagas, rendimentos perdidos
Empregos castrados. Empregos destruídos.

São novos e velhos, são gente sofrida
É um país distante da promessa de Abril
É uma forma criada, pensada e medida
Ora aplicada pela ditadura mercantil.

LM_Abr.2013 (pré comemoração a 25)




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