sexta-feira, 26 de setembro de 2014

santo antónio

virgens de dores, pétalas doces, saga, em corpos soltos
oh clamores, perdidos somos entre a bruma dum simples olhar
para aí parar, sempre a pensar com o coração preso ao falar
andam as ruas a desabitar toda a fauna dentro do mar
e toda a forma a desenhar um risco unido no horizonte
perpendicular rasgando o céu em cores diletantes até aos montes
a zebrar a planície estendia em frente que é esse rio com sonho a mar...e a cantar. 
oh alegria no sol a espairecer na urbe construída para te amar
e nas janelas entre vielas há uma paisagem a renascer
roupas em velas e as calçadas presas ao olhar e nelas se concentrar
saltam cantigas a desfolhar vozes prendadas entre o luar
é todo um coro a deslizar no nosso rio a festejar
sobem balões a contentar olhos rendidos ao seu vagar. 

pátios antigos de mouros hoje estendidos no sangue herdado
toda a reconquista e o cruzamento de bela vista forte presença
e as ruelas estreitas e singelas entre o abraço a curto passo
fintam os rostos muito bem postos no seu andar quase a passar.



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