domingo, 19 de outubro de 2014

ode II

a onda que vem...a onda que vai
o sonho que se tem... o sonho que se esvai.

I
em mar deitado
o sonho expirado
a areia molhada
a onda calada
um barco à deriva
sem a sua diva
as conchas no ar
a quererem pairar
gritos de gaivotas
nas ilusões mortas
e um horizonte
de rio sem fonte
espelhando o céu
dum azul só meu.

II
o mar deitado
a areia molhada
o sonho expirado
a onda calada.

um barco à deriva
nas conchas do mar
sem a sua diva
a querer pairar.

gritos de gaivotas
frente ao horizonte
em ilusões mortas
como rio sem fonte.

o céu espelhado 
de doce momento
um azul raiado
neste firmamento.


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