quinta-feira, 17 de novembro de 2016

um quase fado

fado: o rio ao passar

chegaste à nossa cama
   isenta daquela chama
   que te fazia sonhar.
   (chegaste tarde sem falar)

chegaste fria no vagar
   com dispersão no olhar
   e sombras a pairar.
(esperava-te ao chegar.)

(refrão)
já não sei o que fazer
   para te fazer entender:
   o amor é um rio
   onde se pode beber.

já não sei o que fazer
   para te fazer entender...

   o amor que ontem tínhamos
   já se perdeu no caminho.
morreu todo o carinho
   que  ambos então sentiamos.

(refrão)
já não sei o que fazer
   para te fazer entender...
   o amor é um rio
   onde se pode beber.

esse amor que tens vivido
   não tinha um só sentido
   era um poema partido
   num trajecto só a dois
   que deixaste p'ra depois.
(não foi isso o prometido.)

(refrão)
já não sei o que fazer
   para te fazer entender...
   o amor é um rio
   onde se pode beber.

onde está aquela estrela
   que aquecia só de vê-la
   e já deixou de brilhar?
onde está, meu amor
   o sofrimento e a dor
   que ora te fez parar?

como posso eu viver
sem poder compreender...?
(não foi isso o prometido.)












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