sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

sem título

eu era estrada
era memória
onde passavas
e eras história

hoje fechada
a dita estrada
não resta nada
no que amavas

olhas o céu
e a cor azul
lá para o sul
desapareceu

como morreu
o verde mar
no teu olhar
que era meu

a noite é feia
e o vento cala
a mesma fala
a dor da ceia

o que fizeste?
o que fiz eu?


3 comentários:

  1. Por vezes, nem é preciso fazer nada...aconteceu.

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  2. admirável a musicalidade do poema
    nasceu para ser cantado?

    forte abraço, caro amigo Luis Castanheira

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  3. O tempo passou?
    É no presente que vou.
    Mas há histórias como essa.

    Abraço.

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