terça-feira, 14 de março de 2017

a espera


Todd Williams

a hora não era  
(ainda)
e antecipava-te
na espera.

e a ausência
no tempo
que em ti era
era amor
que tivera.

......

Nos meus gestos matinais levo o dia 
ao quarto escuro do sono
Olho a penumbra à minha volta e, onde estiveste, permaneces.
Quero chamar-te na suave carícia da palavra sussurrada
E o torpor do teu corpo adormecido
contamina-me a mente.
Saio pé-ante-pé sabendo quanto dói o abandono.
Quando, novamente, chegar a noite,
deitar-me-ei
Para, no acordar, sejas o teu corpo e tua mente por inteiro.


1 comentário:

  1. poema formalmente muito belo
    fiquei "agarrado" a essa "antecipação da espera", que a segunda parte celebra na "revisitação" dos lugares (poéticos) razão e motivo do poema.

    gostei. deveras!
    abraço, meu caro amigo


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