quinta-feira, 23 de março de 2017

sete vidas e um senão


No meio da ponte
Sete rios convergentes
Sete sentidos descendentes
E a fonte

No meio dos seios
Sete vales emergentes
Sete pulsares latentes
E os meios

No meio da ilha
Sete vulcões fulminantes
Sete caudais rompantes
E a quilha

No meio do poema
Sete sílabas afiadas
Sete sombras perfiladas
E o diadema

No meio da vida
Sete anos de servidão
Sete aros de comunhão
E o ermida

No meio do céu
Sete partilhas estrelares
Sete mundos anelares
E o véu.

Quanto mais se destapa
Tanto mais tapado fica. 




1 comentário:

  1. Sete
    Uma anatomia perfeita
    Que se tapa e destapa
    Ao ritmo do pulsar

    Abraço

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