domingo, 16 de abril de 2017

ilhas a navegar

rio 
que cavalgas memórias
e fazes lembrar 
as velhas estórias
doutro navegar
num tempo e num espaço
que fora raíz
e antes semente
pequena floresta
a caminho da foz 
num passo dolente.

lembras 
viagens antigas
de ilhas suspensas
desprendidas
pelas chuvas intensas
das margens feridas
descendo ao olhar
num suave abraçar
pelo extenso mar.

e os crocodilos ao sol a temperar 
olham  de terra o estranho habitar.


1 comentário:

  1. afinal todos os rios correm para ao mar!
    os crocodilos são a um acidente.

    gostei muito do poema, caro Luís

    forte abraço

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