sábado, 6 de maio de 2017

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Anna Brigitta Kovács_aguarela

eu sei 
que as palavras que inventei
outras eram 
que não aquelas que te dei
mas não sei 
quantas vezes eu tentei
dizer-te o quanto te amei.

e bastou uma só palavra
uma só vez: "- amo-te!" 
(como nunca te amarei)
palavra que não gastei.

o que ficou por dizer
os meus olhos 
a cada momento
hão-de fazer-te compreender
que o meu amor por ti
é até morrer.

1 comentário:

  1. belo ( e ardente) poema de amor
    enquanto há vida ... há sempre outro dia
    (ou noite)

    abraço, meu caro amigo

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