sábado, 3 de junho de 2017

das palavras (re)colhidas




planícies
cortadas ao vento
no beijo
da manhã
fresca
das nascentes.

e nos cabelos
um rio
de odores 
de ervas 
e terra.

entre os olhos
semeadas
as palavras
em silêncio
amadas.

para os dois
os frutos 
colhidos
entre os dedos.

[Nota: Um arreliante problema criado por recentes actualizaçõs do Google impedem-me de publicar comentários.

Pelo facto peço as m/desculpas.]

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