segunda-feira, 13 de novembro de 2017

entre Medina e Karbala

enquanto o sol se esquece
escondido entre castelos de 
algodão e raios de solidão
eu estou aqui à tua espera.

e se os meus olhos falassem
dir-te-iam
o que não digo a ninguém.

<< vi em cada ser humano
a beleza e a fealdade
a compaixão e a maldade
no seu melhor e no seu pior
em guerras e mortandade
mas também humanidade.
vi em cada folha viva
nas árvores sem guarida
cada palavra escondida
dum poema que não sei
mas de emoções que calei.
vi em cada curso de rio
as veias dum destino
e o sentido que a vida tem
ou as margens que contém.
vi em cada estrela brilhante
a morte num tempo que vem
mas não sei
quanto de vida ela contém.
vi nos oceanos e mares
seres extintos 
sem poderem respirar
mas também vi tanta vida
numa luta desigual.
vi pássaros agarrados aos
ninhos
sem jamais poderem voar
mas também vi muitos pais 
tudo fazerem para os criar. >>

por tudo isto e tanto mais 
eu não sei quando virás
não tenhas pressa em chegar
(hoje não é um bom dia)
depois... podes levar-me contigo 
para a terra dos meus pais.

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