domingo, 3 de junho de 2018

janela indiscreta



da janela do meu quarto
vejo a Lua 
no quarto dela.
à noite
quando deitada
é sombra à luz da vela.
sinto meus passos 
parados
no pensamento
junto a ela.
e a minha mão 
estendida
para além do espaço
fica presa
aos cabelos dela.
de manhã
quando acordo
ainda sinto
a presença
e como é bela.
(levanta-te, rapaz e não gastes os cotovelos na pedra da janela)

lm_03.jun.2018

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