segunda-feira, 24 de julho de 2017

[...]

- ao lado do passeio, há um carreiro
... e todos vão pelo primeiro!

frágil poema este 
nascido duma pena
e arquitectura
sem ideia ou lema.

corpo de sombras
exposto 
sem qualquer leitura.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

lágrimas de sal





e era azul
e era céu
e era ar
e era puro 
se fosse amar.

e este mar
verde caldo 
a latejar
e as ondas sem fim
constantes
a empurrar.

partiste
sem um adeus
e sem asas
para voltar.

e dos teus olhos
ficou só o que sabia:
lágrimas imaginárias
sem um olhar.

sábado, 3 de junho de 2017

das palavras (re)colhidas




planícies
cortadas ao vento
no beijo
da manhã
fresca
das nascentes.

e nos cabelos
um rio
de odores 
de ervas 
e terra.

entre os olhos
semeadas
as palavras
em silêncio
amadas.

para os dois
os frutos 
colhidos
entre os dedos.

[Nota: Um arreliante problema criado por recentes actualizaçõs do Google impedem-me de publicar comentários.

Pelo facto peço as m/desculpas.]

domingo, 28 de maio de 2017

[...]

perdem-se os rostos na memória dos tempos 
e o percurso de velhos rios
cansados, já desconhecem
nascentes.  
sou floresta de folhas caídas 
nas margens da incompreensão.

procuro a memória da minha própria infância, tão longínqua 
como os caminhos desconhecidos.

olho a minha sombra projectada
nas horas amargas
e nem os meus passos reconheço.
........

os pés poisam 
num tapete de pó 
que tudo mudou
para eu ficar só.

o esquecimento 
é uma viagem feliz
vive-se o momento
que se faz... e se quis.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

para momentos de felicidade


meia-dúzia de ostras frescas
meio-dia e um limão
à beira da praia
um cadeirão
ora, dois, pois não...
e uma garrafa de moscatel
'estupidamente' gelada
já agora um guarda-sol
- tragam manteiga, p.f.!

tudo o necessário para sonhar
que ao meu lado hás-de estar.